Cá estou eu, depois de não muito tempo, para quebrar mais um pedaço do muro que me prende. Digo mais um, pois já quebrei um deles na semana passada, quando escrevi o primeiro trecho – não necessariamente o começo – de uma nova história.
Adianto-lhes, meus caros, que a história desenvolveu-se a partir de minhas reflexões sobre um problema social dos últimos anos que muito me decepciona (e até me irrita, eu diria) e tratando-se de um problema da atualidade – eis a novidade – nada mais adequado do que situar a história em algum desses anos mais próximos a nós.
Como não estou acostumada a escrever histórias em épocas recentes, esta nova experiência tem exigido de mim mais do que eu imaginava, mas como é a primeira história da Nova Era de minha escrita estou me esforçando para seguir a risca os meus “instintos de aspirante a escritora”, que nesse momento me dizem para não ter preocupações com o tempo e seguir dedicando-me ao máximo às pesquisas que se mostrarem necessárias para o bom desenvolvimento dessa primeira história.
Sobre o trecho: nele não há revelações sobre quando exatamente a história se passa, nem sobre o local, nem sobre o tal tema do qual ela tratará e poucas são as informações sobre os personagens. Estes são elementos que revelarei à medida que escrever novos trechos, ou continuações destes. Falando nisso, este de hoje está incompleto mas já estou trabalhando na continuação. Quando terminar, posto aqui.
Aqui vai, então, mais uma martelada no muro.
Lá fora as folhas imóveis das árvores recebiam os primeiros raios do sol, que aos poucos, perfuravam também a gélida neblina da manhã. Fazia um frio silencioso, sem ventos soprando, sem batidas nas janelas.
Sentou-se à beira da cama e olhou o relógio na cabeceira. Cinco e vinte e três, “é cedo demais” pensou. Quis manter-se ali para não acordar o avô, que dormia no quarto ao fim do corredor. Ele nunca reclamara, nunca tocara no assunto e, portanto era impossível saber se tinha o sono pesado ou se era leve e ele apenas fingia estar dormindo. Como ambas as possibilidades indicavam que ele não se levantaria e que ela, então, estaria sozinha até pelo menos as oito, quando ele costumava descer para o café, e estando paciência fora de suas características, levantou-se, vestiu um pesado casaco marrom e desceu as escadas, levando na mão os sapatos para evitar fazer barulho. Ao atingir o final da escada, calçou-se e rumou para a porta de vidro que dava acesso ao jardim. Abriu uma fresta na cortina e observou por alguns instantes as cores frias daquele início de dia. Ao abrir a porta, imediatamente sentiu o ar frio invadir-lhe o corpo e a alma. Deteve-se ali a inspirar o ar da manhã com odor dos pinheiros por alguns segundos antes de sair fechando a porta às suas costas.
Let’s keep letting ourselves write. Right, Jade?!
Nara Castro
16:42








Vou te dar uma marreta de presente. Let’s bring this shit DOWN!
Fiquei mais do que feliz em ler o novo post, e, principalmente, o novo trecho… Já disse e volto a dizer: Está lindo.
E outra coisa que talvez eu não tenha dito: Senti sua falta neste mundo de aspirantes a criadores de mundos. Estarei aqui para ler cada pedacinho desta história, e espero vê-la entrar no WB com ela, tão logo tenha tempo!
aah Nara… é passo a passo que a gente vence uma caminhada.
Ainda bem que tu me mostrou isso… me deu um novo gás pra escrever minha própria história. te falei q eu me apaixonei por essa cena né? pelo modo como tu descreveu as sensações presentes nela.
parabéns Nara, e siga postando.